Curitiba ver valores de imoveis para alugar
Na semana passada, atendi um cliente que estava prestes a desistir de um financiamento imobiliário. Ele olhou para a taxa de juros anual, depois para a parcela que caberia no bolso e travou. O medo dele era clássico: sentir que estava jogando dinheiro fora com os juros bancários, enquanto o imóvel poderia, na cabeça dele, “não subir o suficiente” para compensar esse custo. A verdade, porém, é que ele estava esquecendo de calcular a arbitragem entre o que ele paga ao banco e o que o bem entrega em valorização real ao longo do tempo.
O peso do custo financeiro versus o ganho patrimonial
Quando você assume um financiamento, o banco cobra uma taxa nominal. Digamos que essa taxa esteja em um patamar que assusta o comprador de primeira viagem. O erro comum é olhar apenas para o valor total que será devolvido ao banco após trinta anos. Esse número é, de fato, grande. Mas, ao mesmo tempo, o imóvel é um ativo que, historicamente, se protege da inflação e, em localizações privilegiadas, supera o IPCA.
A mágica da arbitragem acontece quando o seu passivo – o financiamento – é corroído pela inflação enquanto o seu ativo – o imóvel – se valoriza. Se você compra um apartamento bem localizado, com boa infraestrutura e demanda constante, a tendência é que o valor de mercado desse bem suba, enquanto a sua parcela fixa (ou corrigida pela TR) começa a parecer cada vez menor em relação ao seu ganho salarial ou ao valor do aluguel daquela região. É aqui que o investidor experiente ganha o jogo: ele usa o dinheiro do banco para alavancar um patrimônio que, no longo prazo, se paga sozinho.
A armadilha de esperar o momento perfeito
Muitos compradores ficam parados, esperando os juros caírem ou o preço do metro quadrado despencar. O problema é que, quando o crédito fica barato e acessível, a demanda explode e os preços dos imóveis sobem rapidamente. Você acaba economizando na taxa de juros, mas paga muito mais caro pelo valor do ativo.
Na prática, o custo de oportunidade de ficar no aluguel, pagando por um patrimônio que nunca será seu, costuma ser maior do que o custo efetivo de um financiamento bem estruturado. Quando você entra no mercado, você trava o preço do imóvel. Se os juros caírem no futuro, você sempre tem a opção de fazer a portabilidade da sua dívida para outra instituição, reduzindo o custo financeiro. Se você não está no mercado, você perde a valorização desse período.